quinta-feira, 6 de junho de 2024

Respeito torturante!

Nos divertimos muito aquela noite.

Para mim, tudo novo, desde os amigos aos lugares que visitamos.
Foi tão estranho, nos primeiros momentos queria enfiar minha cabeça em um buraco ou até mesmo sair correndo e fugir de lá. Depois fui me soltando, seus amigos me acolheram e fomos conversando mais e mais. Também foi a primeira vez que nos vimos pessoalmente, não é?

Conversamos, bebemos, comemoramos, dançamos juntos, dançamos muito!
As músicas nos convidavam para uma dança mais próxima, primeiro você se aproximou de mim e minhas mãos foram involuntariamente te abraçar a cintura, te puxando mais pra perto, seu corpo rente ao meu faiscava e dançamos em harmonia, como se não houvesse ninguém por perto.

Você estava um pouco "alegre", se lembra?
Dançava com todo mundo, mas se demorava comigo, colando seu corpo no meu, até que nossa respiração se encontrava.
Um beijo no pescoço e senti seu corpo tremer!
E fugir... Voltando logo depois.
Nossas pernas entrelaçadas, nos abraçamos, e a cada encontro, nossas bocas se desejavam proibidamente.
Que torturante!
Aqueles abraços apertados, sentidos, carregados com o desejo de estar um com o outro, sem interrupções!

Te puxei pra longe do pessoal e pedi:
- Vai pra casa comigo?
Você corou... e eu pude ver a dúvida em seus olhos.
"Eu não devo, mas desejo" é o que você pensou, podia ver no seu sorriso contorcido e torturado.

- Vou embora, já está tarde... - 2:13 da madrugada, eu disse triste.
- Me leva pra minha casa. - me pediu sem jeito.
Fomos juntos.
- Quer que te acompanhe até o seu ap? - Ofereci. Cuidado apenas.
- Se não estiver cansado, vamos lá.



Subimos e ficamos conversando, abraçados...
Não podíamos fazer nada além disso, eu te apertava contra meu peito, você deitava a cabeça em um de meus ombros e depois ia pro outro, provocando os lábios no caminho, afastados por respeito, sem nenhuma vontade de obedecer.
Então quando seu colega de quarto chegou, te coloquei na cama sabendo que ficaria bem, e fui embora.

O corpo doía do esforço de estar tão próximo de ti e não fazer nada, nem um beijo que fosse.
Coloquei o volume do rádio no máximo e dirigi de volta pra casa sem reviver a angústia que sentia cada célula do meu corpo!

Ter-te ali, tão próximo sem poder tê-lo só pra mim, foi uma das experiências mais torturantes!
Delirante!
Ver que os dois queriam a mesma coisa, os desejos se encontravam, mas eram proibidos, pelo respeito.

Pareceu cena de filme, mas a realidade não parece tão bonita assim.
Esta noite vai estar para sempre na memória, o dia que podíamos ter tido tudo, tudo mesmo!

Originalmente publicado no blog Umikizu! em Janeiro de 2012

terça-feira, 4 de junho de 2024

Noite de primavera…

Andando por ai, pra esfriar a cabeça e esquecer... qualquer coisa...
Me pego prestando atenção às fragrâncias da cidade ao luar.
A dama da noite me recebeu antes de virar a esquina,
Os pinheiros me deram uma nostálgica sensação quando os visitei.

Depois de um tempo, uma fumaça chata me deixou sem ar,
Mas os eucaliptos magrelos me salvaram com seu frescor .
Alguns passos e estava junto de um grupo triste fumando um baseado "pra relaxar"...
"De boa" uma roseira me levou direto para um mundo de paixão!
Ah, as rosas vermelhas e seu doce aroma...

Em uma casa pequena e mal cuidada, senti o cheiro de bolo de chocolate,
Mais pra frente, era hora do jantar, um delicioso cheiro de tempero rescendeu na vizinhança, me levando direto pra comidinha da minha mãe!
No meio de um campo o rio corria e a grama exalava, sem perceber, o cheiro de estar podada.
Corro pra me esconder da chuva que levanta no ar, calor e cheiro de terra molhada!
Que chuva gelada!

Então volto pra casa onde você me esperava com uma xícara do café mais saboroso, que o cheiro só não era mais forte que o sabor.
Deliciosa noite de primavera...


Publicado originalmente em fevereiro de 2012.

A lenda de Umikizu…

Existiu a muito tempo a lenda de uma espada, uma Katana, chamada 海傷 (Umikizu) que em português seria algo como: Corte dos Mares.

Como o próprio nome nos diz, a lenda conta que essa espada era capaz de cortar os mares com apenas um golpe. E foi nas águas, nem agitadas nem calmas dos mares, onde ela foi forjada e abençoada pelo elemento do equilíbrio.

A lenda nos conta da qualidade da lâmina, da riqueza dos detalhes que foram cuidadosamente esculpidos em toda sua extensão. O metal é de uma liga desconhecida e é muito leve porém, resistente e afiado. O cabo e a bainha também eram trabalhados, enfeitados com muitos detalhes prateados, leves e equilibrados na sua composição, lembrando ondas quebrando na praia. No final do cabo, uma fita azul foi amarrada, para simbolizar a fidelidade e a união da espada com seu guerreiro, e do guerreiro com o mar...

Esta espada e seu portador desapareceram. E segundo a lenda, ele era conhecido como Pandumiel Tunmarë.

Poucos conhecem essa história, que aconteceu no Japão, muito antes da fama dos guerreiros samurais que passaram a usar as espadas chamadas katana. Inspiradas pela lenda de Umikizu.

Umikizu foi minha inspiração para o nome do blog em 2010, por respeito à cultura japonesa e os guerreiros samurai, além de gostar muito de tudo relacionado ao elemento Água.
E somente ao citar o nome Umikizu, surge um sentimento de nostalgia...

Este é um novo blog, um novo momento da minha arte, Umikizu foi o começo e sou grato por tudo que me proporcionou. Estava pensando em usar o nome UmiAzul, ou Mar Azul, mas experiências mudaram minha percepção deste espaço de escrita e troca, então Eu sou o Café foi uma experiência muito significativa em um momento desafiador da minha vida, você pode ler mais aqui: Eu sou o Café, você acorda?

Espero que você aproveite a estadia. Em algum momento, vai conhecer meus textos antigos, como se fossem novos, serão publicados novamente. 

Sejam todos, todas e todes muito bem vindes ao meu novo blog. `^^´
Vamos nos divertir e emocionar juntos.


Publicado originalmente em Setembro de 2010.

O que é ser um momento fora do tempo?

Todos os dias, se estivermos atentos, descobrimos um pedaço de nós. Um pedaço que faz falta, um pedaço que complementa. Ou até mesmo um que ...