sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Eu nasci em Ubuntu

Acredito que muitas pessoas, se não todas, nascem em Ubuntu.

“Eu sou porque nós somos” numa tradução livre... é uma filosofia que não se entende se não puder viver.

Eu só existo, porque você também existe. Ame a todos como a ti mesmo. Somos todos Um.

Com qual desses conceitos você se identifica? Se não é com todos, talvez também não seja Ubuntu.


Quem nasce em Ubuntu sente muitas dificuldades neste mundo de "seleção do mais forte" forçada pela comparação e pela disputa, pelo pensamento de que só alguns podem ou conseguem chegar no "topo".

Quem nasce em Ubuntu acreditam que o topo pode ser grande o suficiente para caber todo mundo. Aliás, caber todo mundo que quiser estar lá. Mas até mesmo o topo pode ser diferente para cada um que vive em Ubuntu. E isso é Ubuntu.

Quando as crianças que nascem em Ubuntu conseguem se manter em Ubuntu ao crescer, elas se sentem bastante perdidas com as contradições que a humanidade cria, separações, castas, classes, qualidades, procedências, preços, acessos, todos eles tem condições diferentes para pessoas diferentes. Mas para quem está em Ubuntu, não existe diferente excludente. O diferente só deixa tudo mais rico. Não é.

A lógica que a sociedade impõe é falha e torta para quem nasce em Ubuntu. E o período da infância e adolescência pode ser fatal ao Ubuntu. E temos mais uma pessoa presa na roda da comparação e da competição.

É um jeito muito simples de dizer que Ubuntu abarca a sociedade como ela é hoje, mas não concorda com ela. É importante dizer que para quem vive em Ubuntu, ver alguém que compete e quer se destacar porque está se comparando e quer se diferenciar é válido, faz parte da diversidade que torna tudo mais rico, se essas pessoas existem e são genuínas, elas são parte do mundo, mas essas pessoas acabam impondo seus conceitos e seu jeito de viver a vida aos outros, que sem se conhecer bem, pensam que seguir aquele estilo de vida pode ser um caminho válido. Algumas pessoas vivem a competição com o coração em chamas de emoção. Outras vivem a competição com lágrimas de sangue e não sabem outro caminho, pois está envolta por pessoas de coração ardente em lágrimas e resiliência.

Enquanto a existência em sociedade estiver pautada por lógicas únicas para todos, enquanto a sobrevivência estiver pautada sobre a individualidade e não houver direito de existência senão pelo sacrifício, então quem nasceu Ubuntu não se vê nessa sociedade. Não enxerga um lugar para ele nesse mundo.

Mérito de quem nascer rico? Mérito de quem conseguir comer? Mérito de quem conseguir estudar? Mérito de quem ver alguém com fome e não chorar com ele?

Ninguém precisaria passar fome se todos nós quiséssemos bem para todos de verdade.

Ninguém deveria passar necessidade se a sociedade se preocupasse de verdade com todos.

Mas acredito que o principal seria a gente, nascidos em Ubuntu ou não, aprender a se Amar de verdade. Só assim é possível entender que Eu sou porque Você é. Amar a todos como a Nós mesmos. Seremos Todos Um.

O que é ser um momento fora do tempo?

Todos os dias, se estivermos atentos, descobrimos um pedaço de nós. Um pedaço que faz falta, um pedaço que complementa. Ou até mesmo um que ...