As análises que fazemos são tão esquizofrênicas e neuróticas que a realidade...
Para entender o seu mundo, o homem comum pro-cura fora dele algo real que se relacione com o interior de forma tão perfeita, que se for preciso, ele cria uma conexão, mesmo que surreal.
Eu fiz uma estrela.
Me disseram que fazer estrelas significa que busca grandeza.
Eu fiz a estrela porque quis. Você viu grandeza na minha estrela?
Sim, é bonita e brilhante.
Você busca grandeza. O que quer fazer com ela?
Vê-la surpreender os outros.
Você quer surpreender os outros?
Sim, quero que digam quão grande sou. Quero vê-los de queixo caído.
Você confia na sua grandeza?
Confio, mas os outros duvidam de mim.
Então você vive pelos outros. Não quero que sequestrem o significado da minha estrela. Espero que encontre sua grandeza em outro lugar. Boa sorte.
Agora, sozinho com minha estrela, basta vê-la brilhar. O que poderia ser mais alegre?
Uma estrela, querida e livre.
Agora sozinho, o que eu busco vem de dentro para fora e não tem relação com a realidade. Uma energia, uma luz, um arco-íris. Intangível e incontável. Como mostrar algo tão singular ao outro, buscando no outro seu valor?
Não há valor, não vale mais que o coração. Não vale nada e me completa.

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